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Então, pelo tempo que passei lá nas “facilities”, eu estava toda entusiasmada com minha ‘nova vida’ de mulher solteira sem filho pra criar… Daí eu acabei tendo que me injetar esse vírus assassino e, bem, estou ficando meio deprimida com isso. Eu tinha tantos sonhos e aspirações! Eu queria ser a garota que passou de strip de webcam à dançarina de Las Vegas. Agora… está tudo arruinado.

Meu marido morreu de uma forma tão ó-que-trágico… Mas eu não deveria falar disso. Eu prometi toda emocionada pro Bob que iria seguir em frente e carregar o meu homenzinho Micah. Eu larguei ele com alguns parentes do DL que encontrei uma vez num churrasco há nove anos atrás. Na época eu ainda era alcóolatra, daí fiquei meio bêbada e acabei… deixa pra lá. É uma longa história. Enfim, Micah está lá todo empolgadinho com seus primos e… tia-avó ou sei lá o que ela é dele. Embora a obsessão que ele desenvolveu pela prima esteja começando a me assustar.

De boa notícia eu tenho que estou adorando meu novo emprego! Eu trabalho para uma… Companhia. Vamos apenas dizer que meu trabalho é uma espécie de Recursos Humanos misturado com mercenária carregada de esteróides. Eu tenho até um parceiro e tudo o mais! Na verdade, ele não é bem um parceiro, já que basicamente eu tenho que bancar a babá dele. Metade do tempo ele só fica sentado, olhando o nada e questionando a existência humana. Daí eu tenho que dar uns tapas atrás da cabeça dele pra ele acordar e voltar pra realidade, que é quando ele começa a fazer umas narrações estranhas.

Daí, um dia desse, eu descobri que irei trabalhar com meu amigo e camarada, companheiro de A.A., Nathan Petrelli. Foi como se nunca tivéssemos parado de… conversar. Como se ele não tivesse desligado incontáveis vezes que eu liguei e não tivesse deixado de retornar meus torpedos. Nós até combinamos nossas camisas (veja foto) depois de… conversarmos. Ele não é fofo? Acho que ele deveria ser meu parceiro honestamente, porque o parceiro dele na Companhia, o Matt Parkman, iria preferir muito mais rolar no chão com o meu atual parceiro, o Mohinder.


Então, o Nate (ele me deixa chamá-lo assim, viu só como somos íntimos?) estava arrancando informações do Bob quando o pai do Matt entrou na minha cabeça e plantou imagens do meu marido morto nela. O que, honestamente, se você está com um cara gostoso como o Nate, ver o seu marido te assombrando no meio do processo não é nada agradável. Enfim, eu fui atrás do Bob com o vírus e, pensando rápido, me injetei ele para salvar o rosto lindo de caubói do Nate. Eu não poderia furar aquela mandíbula perfeita ou machucá-la de nenhuma forma, seria um crime contra a humanidade. Ele gentilmente acariciou meu rosto em agradecimento. É legal não ser chamada de louca assassina quando eu invado os lugares derrubando portas e, em vez disso, me dizerem que eu sou forte. Ele me disse outras coisas mais tarde, mas vamos manter isso entre quatro paredes, né? Eu já tenho que lidar com uma doida aí chamada Heidi que fica me enviando mensagens de ameaça.

Bem, tenho que ir agora. Prometi pra ele que teríamos uma ‘reunião’ para discutir umas coisas um pouco mais. Eu tenho que encontrar aquela líder de torcida do Kirby Plaza para conseguir sobreviver. Ai ai… E, para completar, o baixinho me arrumou uma encrenca com a prima, que pelo jeito vai ser eu quem terá que resolver.

Voltarei a escrever em breve, se eu já não estiver morta.

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